Há lugares no mundo onde as temperaturas já ultrapassam os cinquenta graus, e outros onde os níveis da água sobem metros acima dos níveis esperados. Enquanto isso, no coração de São Paulo, arquitetos, pesquisadores, artistas e comunidades se reúnem para perguntar: como podemos habitar a Terra em tempos de extremos? Esta questão impulsiona o 14th International Architecture Biennial of São Paulorealizado na Oca do Parque Ibirapuera, com foco no tema Extremos: Arquiteturas para um Mundo Quente. Mais do que uma exposição, é um apelo ao enfrentamento da crise climática, da desigualdade social e da necessidade urgente de reinventar modos de vida.
Diferentemente das edições anteriores, que se espalharam por vários locais da cidade, os curadores Clevio Rabelo, Jera Guarani, Karina de Souza, Marcella Arruda, Marcos Certo e Renato Anelli optaram por concentrar a edição deste ano sob um único teto, permitindo que a narrativa curatorial se desenrolasse de forma clara e direta. Toda a jornada está lá, organizada em seções que entrelaçam práticas ancestrais e tecnologias emergentes, experimentos materiais e perspectivas críticas, projetos locais e debates globais. A Oca torna-se assim uma encruzilhada: um espaço onde se sobrepõem diversas visões arquitectónicas, oferecendo uma plataforma de reflexão colectiva sobre a sociedade e o ambiente.






