

Descrição do texto fornecida pelos arquitetos. Deixando para trás o fervor urbano de Quito exige uma decantação lenta, uma mudança de ritmo onde o asfalto finalmente cede à vegetação da estepe seca. No vale de Guayllabamba, a arquitetura não busca conquistar a terra, mas conviver com ela; a Casa na Floresta surge desta premissa, não como uma estrutura imposta, mas como um dispositivo de habitar o tempo. O projeto é melhor compreendido sob a lógica do “ninho”: uma estrutura que tece memórias intergeracionais e, em vez de se instalar pesadamente, decide levitar sobre uma paisagem que mal perturba.




