Nas regiões costeiras e de selva Costa Ricaa alta umidade e a intensa radiação solar determinam uma estratégia arquitetônica centrado na permeabilidade e não no fechamento. Ao contrário dos envelopes herméticos exigidos em climas frios para reter o calor, Arquitetura costarriquenha usa a envolvente do edifício como filtro climático para maximizar a troca de ar. O principal mecanismo para gerenciar esses gradientes térmicos parece ser a saliência do telhado de grandes dimensões. Ao estender o plano do telhado significativamente além da placa do piso, os arquitetos criam um amortecedor permanente de sombra profunda que reduz o ganho solar e diminui a temperatura ambiente antes que o ar entre na estrutura. Esta estratégia, aliada a paredes permeáveis ou inexistentes, permite um fluxo de ar constante. Este é um requisito técnico crítico para controle de umidade e a prevenção da degradação do material através de mofo e podridão.
O uso de envelopes permeáveis também redefine o layout programático e o uso funcional dos sites. Nestes casos, elimina-se a tradicional distinção entre áreas de estar interiores e ambiente exterior. Isto é visto em alguns projetos como terraços amplos, que se tornam o principal espaço funcional do projeto. Esses plataformas sombreadas servem como zonas centrais de interação social e atividade diária, protegidas da precipitação e da radiação direta, mantendo total continuidade visual com a paisagem. Consequentemente, a arquitetura funciona não como um volume fechadomas como um volume sombreado e ventilado que prioriza o resfriamento natural e as visualizações específicas do local como os principais impulsionadores da experiência do usuário.






