À medida que o mundo volta a sua atenção para Belém, Brasil, neste mês de Novembro, a COP30 marca um marco crítico na agenda climática global. Sob o Acordo de Parisassinado há uma década, a terceira rodada de Contribuições Determinadas Nacionalmente (NDCs) – ou seja, os planos climáticos nacionais que definem os compromissos de adaptação e mitigação de cada país – estão agora vencidos. De acordo com o acordo, os países devem apresentar novas NDC de cinco em cinco anos, com a ideia de que cada ronda de compromissos deve ser mais ambiciosa que a anterior. Até aqui, 62 países submeteram as suas NDCs 3.0mas mais de 60% das partes ainda não partilharam quaisquer novas ações climáticas até 2035.
Mas a conferência deste ano tem lugar no coração da Amazónia – uma região que se caracteriza por uma enorme biodiversidade e pela resiliência das suas comunidades que lideram a acção climática. Tendo isto como pano de fundo, há esperança de que a COP30 seja um espaço decisivo para anunciar novas metas, acompanhar o progresso e alinhar esforços globais para evitar desastres climáticos mais intensos e proteger as gerações futuras.
Como a primeira COP sediada na Amazônia, a COP30 provavelmente trará para o primeiro plano discussões sobre a interseção entre clima, natureza e justiça—segundo o governo brasileiro, aproximadamente 3 mil indígenas chegarão a Belém no próximo mês e 1 mil participantes deverão participar das negociações oficiais. Questões como a conservação da biodiversidade, as comunidades indígenas e a adaptação climática provavelmente ocuparão o centro das atenções. Neste sentido, a COP30 não é apenas mais uma cimeira; é uma oportunidade para traduzir ideias em ações climáticas transparentes, eficazes e inclusivas.
A importância global da Amazônia faz da COP30 não apenas um espaço de negociação, mas também um apelo à ação para proteger um dos sumidouros de carbono e tesouros culturais mais vitais do planeta, e a liderança do Brasil já está dando o tom sobre isso. O Instalação Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) é uma proposta liderada pelo Brasil que busca desbloquear financiamento inovador para a preservação das florestas tropicais, com 20% dos fundos reservados para os povos indígenas. O mecanismo, previsto para ser lançado na COP30, pretende angariar 25 mil milhões de dólares dos países investidores e 100 mil milhões de dólares do sector privado. Recentemente, o presidente do Brasil anunciado uma contribuição de mil milhões de dólares, reforçando o seu compromisso com a conservação das florestas.
A COP30 não é apenas mais uma cimeira; é uma oportunidade para traduzir ideias em ações climáticas transparentes, eficazes e inclusivas.
Especialistas, estudantes e líderes docentes da Escola do Clima e da comunidade mais ampla de Columbia estão participando da COP30 para ajudar a apoiar um diálogo em torno de soluções ambiciosas e baseadas na ciência para a crise climática, com o objetivo de informar decisões sobre transição energética, adaptação e financiamento climático.
Na preparação para a COP30, a Escola do Clima lançou o Contagem regressiva para a Série COP30para criar um espaço para discussões oportunas em torno da COP. A série de três eventos reúne pesquisadores, estudantes e profissionais para explorar as expectativas, desafios e reflexões desta conferência marcante.
PARTICIPE DA CONVERSA: Na segunda-feira, 27 de outubro, acontecerá o segundo painel do Contagem regressiva para a Série COP30 será realizada às 16h30 no Fórum. Contará com especialistas do corpo docente de Columbia discutindo as prioridades da universidade para a COP30; o papel da academia na promoção de soluções climáticas inovadoras; e o que precisa acontecer em Belém para traduzir as negociações globais em ações locais significativas.
Confira nosso infográfico para outros momentos importantes da COP ao longo da história.




